Idéias e pensamentos sobre os anos 80, 90 e os dias de hoje. E sobre tudo mais o que der na telha!!

sábado, 14 de janeiro de 2012

Carrossel


Voltando a postar após um período de ausência, vamos falar de um programa bem peculiar que estourou nas noites do SBT no começo dos anos 90: A novela mexicana Carrossel (Carusel, Televisa, 1989), uma atração que conquistou o Brasil (apesar de ser estrangeira) e chamou bastante a atenção por seu tipo de narrativa muito simples e sem apelações. E um motivo a mais para relembrá-la é o simples fato de que o SBT está preparando um remake da trama, com atores e enredo brasileiros, baseados na idéia do original, bom mas para nós interessa mesmo a versão que foi ao ar, a que foi gravada no México e dublada em português. Carrossel mostra o dia-a-dia de uma escola pública num subúrbio da cidade do México, a Escola Mundial (ou Escuela Mundial como dava pra ver na fachada, em espanhol) e a turma do segundo ano da professora Helena, mas o que há de tão especial em Carrossel para essa novela ter tanta fama hoje? (essa vai para quem é mais novo e não a assistiu na TV) a resposta é simples: pense em sintonizar seu televisor num canal e encontrar passando uma novela em que num só capítulo você acompanha o drama de um garoto, meio gordinho, meio desajeitado, meio "burro" (o próprio personagem se auto-denomina desta forma, não sou eu que estou classificando!) e que está aflito porque foi mal na prova e está com medo de voltar para casa e dar a notícia a seu pai ultra-esquentado e com tendências violentas, e resolve andar e andar sem rumo para não ter que encarar a fera, no mesmo capítulo você assiste a comoção que causa o sumiço do garoto "burrinho" e vê a mobilização de seu pai e seus amigos que saem desesperados à sua procura, esse foi um dos muitos momentos vividos pelo personagem Jaime Palillo, e são o tipo de desenlace que você podia ver em Carrossel, ou seja, nada de estereótipos, nada de mega romances e trocas de casais, mulheres sensuais pouco vestidas, tiroteios, assassinatos, golpes do baú, traições, homem se vestindo de mulher ou vice-versa (qual emissora gosta de apelar para isso mesmo?), nada disso, apenas pessoas "humanas", crianças, suas famílias, professores e amigos em situações mais do que reais e que todos nós vivemos, talvez aí está o segredo da novela que conquistou tanta gente (e não só no Brasil e no México) já que vemos seus alunos nos acontecimentos corriqueiros e seus mini-dramas "verdadeiros" que são situações vividas por qualquer um de nós.

Os personagens principais de Carrossel são aqueles tipos clássicos que todos nós vemos quando estudamos, o garoto negro, a menina metida, o zelador amigo de todos, a professora substituta, o moleque atentado, o que só tira melhores notas, o que só tira as piores, o gênio Pedro Damian, diretor da novela, (o mesmo que assinaria a versão mexicana de Rebelde) ainda deu uma pitada a mais de realidade ao botar um aluno judeu, outro de aparência oriental, e por aí vai, tudo para dar a atmosfera de uma sala de aula real como a que qualquer um de nós poderia pegar na escola, vou tentar resumir a seguir alguns dos protagonistas desta excepcional novela:

- Professora Helena: a personagem central, ela é a mestra dos alunos e é a pessoa tida como a mais bondosa, a mais amiga, a mais inteligente e meiga professora que se pode ter, é iniciante no ofício e conta com o auxílio dos alunos para aprender com eles para se aprimorar como docente, vive com sua mãe que vez por outra aparece nos capítulos, Helena representa a imagem de professora inesquecível, a que você vai para as aulas antes de tudo para vê-la, depois para aprender. Apesar da doçura, teve problemas com alguns alunos e teve que mostrar seu lado rude e emotivo, chorou quando foi desafiada na sala de aula pelo então recém-chegado Mario Ayala, quando foi amparada pelos demais alunos

- Jaime Palillo: esse eu considero como um dos personagens-chave, como já citei acima, ele é o tipo preguiçoso da sala, gordinho, comilão, não muito aplicado, tira notas ruins, está sempre no limite da reprovação e vive tendo que fazer trabalhos e tarefas para recompor notas, sofre pressão em casa do seu pai Rafael Palillo que esbraveja com o filho toda vez que recebe uma notícia de nota ruim, ou quando vê o garoto assistindo tv ou jogando bola em vez de estar estudando. Jaime tem um coração de ouro e é muito querido pelos seus colegas, é dele alguns bordões muito famosos, como "que droga de cabeça" e outros mais, tem também sérios problemas com a diretora da Escola Mundial, a dona Oliva, que pega no pé dele pelas péssimas notas e por seu comportamento impulsivo.

- Maria Joaquina Villasenhor: a garota loira é filha de pais com ótima condição financeira, seu pai Miguel é médico, mas apesar disso ele optou por colocá-la no colégio público para aumentar seu convívio com pessoas mais simples já que a menina só tem amigos ricos (os poucos que tem), na escola, esnoba a todos e trata os colegas com indiferença deixando claro que sua condição financeira é superior e que só está estudando ali por vontade do pai, enfrenta grandes problemas por seu temperamento difícil e egoísta, apesar de demonstrar lampejos de bondade em algumas situações, um dos seus maiores prazeres é tripudiar em cima do garoto Cirillo, que é apaixonado por ela.

- Cirillo Rivera: este é o personagem-símbolo da novela, o garoto pobre, negro, humilde e extremamente dócil, Cirillo é o cara por quem todo mundo que assiste a trama torce, seu pai tem uma casa de lata num bairro pobre e tem uma pequena marcenaria, Cirillo nunca ganha os brinquedos que as outras crianças ganham pela falta de condição do pai, além de ser muito inocente, o que o faz vítima fácil das brincadeiras dos outros garotos mais espertos, muitas vezes o colocando em situação de humilhação: como na vez em que lhe ofereceram um pó que "fazia ficar branco", mas sua grande tortura é mesmo a garota Maria Joaquina por quem Cirillo é apaixonado... ele não esconde gostar da menina e vive tentando chegar perto dela ou oferecer-lhe algum agrado, é ignorado sempre e ainda sofre com uma discriminação racista dupla: ela joga na cara dele que não pode ter amizade com gente pobre e negra, já que ela é branca e rica, essa aliás é uma das dezenas de polêmicas lançadas no meio das tramas pela novela, e isso numa época em que não se costumava adotar certos temas polêmicos na TV

- Valéria Ferreira: a garota esperta e amiga de todos é extrovertida, única a usar óculos e tinha que aguentar gozação dos outros devido a isso, fala demais mas conquista todos pelo seu carisma, porém é ligeiramente mimada e enfrentou problemas com a Professora Helena logo nas primeiras semanas de aula após ela assumir a turma, para mostrar que estava descontente com seu comportamento, Helena lhe aplicou o "Castigo do Silêncio" que consiste em ignorar a pessoa e não lhe dirigir nenhuma palavra, resultado: Valéria ficou doente com a falta da professora e não queria mais ir às aulas, e numa das sequências mais emocionantes da novela, a professora arrependida foi à casa dela de surpresa chamá-la de volta e lhe pedir desculpas, em meio a muito choro! (quem não viu a novela deve ter ser arrepiado só com essa descrição, mas os capítulos todos eram cheios de situações assim, era impossível não se envolver) Valéria também tinha sua paixão secreta (que depois não era mais secreta), o garoto Davi, fora da escola ela gostava de costurar para suas bonecas e ajudar a sua mãe

- Paulo Guerra: Esse aluno era o "vilão" na parte inicial da novela antes da chegada do Mario Ayala e depois do Jorge Delsalto, dividia esse título com sua colega de sala Maria Joaquina. Paulo era o garoto problema, implicava e aprontava com todos, sobretudo com Cirillo (sua vítima favorita) e com sua própria irmã Marcelina, fora eles Guerra também atacava constantemente Jaime, sempre em parceria com o Kokimoto e outros garotos, por vezes ia parar na sala da diretora Dona Oliva e levava advertências, raramente demonstrava compaixão e coleguismo com os outros

- Mario Ayala: Apesar de ter entrado na trama um pouco depois, este para mim era um dos personagens-chave: Mario era o garoto problemático que veio de outro colégio por ter sido expulso por mau comportamento, ocupa de cara o papel de vilão principal (mas com o tempo veríamos que ele não era mau) e desafia a professora Helena já em sua primeira participação na sala de aula " - Se quiser que eu vá para a diretoria, venha me buscar" - disse ele à mestra, a causa da personalidade compulsiva de Mario estava em sua casa: sua madrasta o maltratava, seu pai era muito pobre e trabalhava como estivador e mal dava para cobrir as despesas da casa, sua mãe verdadeira havia morrido e seu pai se casara de novo com uma mulher muito rude que tinha ciúmes do garoto, achava que a pouca comida que havia devia ser para sua filha e não para ele, Mário vivia revoltado com tal situação, além da pobreza extrema ainda havia as maldades da sua madrasta. Com o tempo, a situação difícil do garoto foi compreendida por todos e aliada à convivência com seus novos colegas de escola acabaram por transformar o menino malcriado e desafiador em uma pessoa doce e querida, talvez o acontecimento mais lembrado relacionado ao Mario Ayala, para quem assistiu a novela, tenha sido o cachorro Rabito, que ele havia achado na rua e adotado como mascote, mas a dona verdadeira apareceu e o levou deixando Mario arrasado, como consolo ele ganhou um novo cão para substituir o que se fora (um pastor alemão belíssimo que recebeu também o nome de Rabito).

- Carmem Carrillo: A doce e meiga garota ocultava também problemas em casa, seus pais estavam em separação, era muito dedicada na escola e tirava sempre boas notas, mas sofria com a falta de condição financeira dos pais. É muito lembrada por ter operado de apendicite.

- Daniel Zapata: O líder da sala, inteligente, estudioso, amigo de todos, sempre pronto a ajudar, era o tipo do bom aluno que a gente sempre se depara em uma sala de aula. Quando havia alguma crise ou problema que envolvia algum dos colegas era ele quem tomava a iniciativa de fazer algo a respeito, também tomava as decisões da "patrulha salvadora", que era na verdade uma "equipe" que reunia alguns colegas da sala e que tinha como objetivo ajudar alguém sempre que fosse preciso.

- Davi Rabinovich: Esse era outro dos bons alunos e amigos de todos, tinha a peculiaridade de ser de uma religião diferente, seus pais eram Judeus (e olha que o México é um país predominantemente católico tal como o Brasil), e algumas situações interessantes decorriam devido a esse fato. Mas o Davi é mais lembrado por ser o par romântico da Valéria, ambos se declaravam abertamente e não escondiam a intenção de namorarem quando fossem mais velhos (isso gerou críticas na época, por teoricamente incentivar namoro em crianças muito novas)

- Firmino: O zelador da escola e amigo de todos era o personagem querido pelos alunos, já era de muita idade e foi curioso o fato de seu ator ter sido trocado, em várias vezes ficou doente e causava a comoção da escola que torcia pelo restabelecimento de sua saúde, era dele o bordão "santos diabinhos" referindo-se aos atentados alunos

- Jorge Delsalto: Fechando a lista de personagens principais temos o Jorge, que era o vilão típico, garoto rico e mimado, egoísta e preconceituoso ao extremo, situação muito similiar à de Maria Joaquina mas este é ainda pior, seu pai o quis em escola pública pelo mesmo motivo, interagi-lo com pessoas de menos condição financeira para torná-lo mais humano, ele entra para a turma já na parte final da trama, mas ainda assim tem tempo suficiente para fazer um monte de maldade, para variar sua vítima favorita é o garoto Cirillo (porque sempre ele?) Tinha um carrinho à bateria desses que é possível andar dentro, aquilo era o sonho de consumo de qualquer moleque que via a novela! Mandou sabotar a moto de brinquedo de Cirillo antes de este desafiá-lo em uma corrida (com o claro objetivo de impressionar Maria Joaquina?...)

Carrossel foi um fenômeno, ao ponto de não apenas as crianças a assistirem mas também em muitos casos seus pais, que deixavam de lado a então novela global das 8 para acompanharem as histórias dos alunos da Professora Helena, como eu disse acima, a ausência das tradicionais apelações - mulheres com pouca roupa, brigas, traições, e etc - chamou a atenção e conquistou os brasileiros de uma forma nunca antes vista, nem com nenhuma outra novela mexicana que havia passado por aqui antes, um fator essencial para o sucesso da trama, além da grande dublagem, é o fato de o México ser um país idêntico ao Brasil em muitos fatores, como ser pobre e rico ao mesmo tempo, corrupção, dificuldades econômicas, violência, isso tornou os dramas da novela muito familiares a nós. Embora esperasse o sucesso, o SBT foi pego de surpresa pela rapidez como a coisa aconteceu, tanto que nas primeiras semanas de exibição não havia sequer uma abertura brasileira, apenas a original mexicana dublada, e às pressas, criaram e lançaram aquela introdução com a música do grupo Super Feliz (confira vídeo abaixo) que ainda pareservou um pedaço da abertura original, em pouco tempo, o fenômeno Carrossel já tinha tomado conta do país, ao ponto de a atriz protagonista, a mexicana Gabriela Rivero, que fazia a professora Helena, vir ao Brasil em visita e ser recebida em Brasília com pompas pelo Presidente Fernando Collor de Mello no Palácio do Planalto. A novela é de uma época em que se podia notar uma grande qualidade nos programas de TV aberta (a por assinatura ainda não existia) e também havia diferença menor na distância qeu separava as principais emissoras, nesse período o SBT era uma segunda força absoluta, tanto em audiência como em qualidade, e ainda tínhamos a poderosa Rede Manchete que crescia rapidamente com suas atrações infantis e novelas, hoje, se você olhar bem há praticamente uma emissora só (Globo) seguida de muito longe pelas outras, mas o SBT era forte em todas as esferas, não só no novelismo "mexicano", como também no jornalismo (havia inventado o conceito de jornalismo popular com o Aqui Agora) e principalmente na grade infantil quando dominava a preferência da garotada com seus desenhos.

Fatos curiosos sobre a exibição da novela Carrossel são bem conhecidos, como o fato de sua audiência ter enfrentado de igual para igual a própria Globo, seu jornal e sua novela das 8, o que deve ter causado no mínimo um alvoroço na emissora carioca, Silvio Santos sabiamente escolheu o horário nobre (a atração ia ao ar na faixa das 8 da noite) para competir com sua principal concorrente, o engraçado é que conta-se que o próprio homem do baú sabia que sua novelinha abalaria as estruturas, uma prova disso é a chamada que o SBT colocou par anunciar a estréia da atração, que dizia "primeira colocada na Espanha, primeira colocada na Itália, primeira colocada na China, uma novela feita com crianças para conquistar crianças, jovens e adultos" e foi exatamente o que acabou acontecendo, Sílvio mais uma vez provou ser um homem de visão, logo após a primeira semana no ar, os comentários sobre a novela se espalharam e o SBT colocou no sábado um compacto de 4 horas com os capítulos da semana compilados, para quem perdeu e queria ver a novela desde o início, nesses primeiros episódios o destaque foi o desentendimento entre a aluna Valéria e a Professora Helena, que culminou (como falado acima) no desprezo da mestra pela menina, que com o castigo ficou doente e não teve mais forças de ir às aulas, o último capítulo da semana mostrou uma comovente e inesperada visita da professora à casa de Valéria para pedir que ela voltasse a frequentar a escola. Um ponto polêmico foi o acintoso preconceito racial de Maria Joaquina para com Cirillo que dizia abertamente que não o suportava pelo fato de ele ser negro, houveram críticas no sentido de que tal comportamento poderia incentivar racismo entre as crianças brasileiras. A novela ganhou tanta notoriedade, que a revista Veja de junho/1991 estampava o título "A virada do dramalhão mexicano" fazendo referência à disputa de igual pra igual que Carrossel impunha à então novela Global das 8 "O dono do mundo" na guerra pela audiência. A versão mexicana que ficou famosa aqui no Brasil é na verdade a terceira versão da original Argentina filmada em 1966, e que teve uma refilmagem - também argentina - em 1983, no México ainda seria feita uma regravação chamada "Carrossel das Américas" que trazia de volta a mesma professora Helena interpretada por Rivero, e depois ainda viria "Viva as crianças - Viva Los Ninos".

Um detalhe interessante é que na composição de som original, que vinha para ser dublada, não havia músicas cantadas ilustrando os capítulos como normalmente acontece em novelas, mas sim trilhas instrumentais mantidas da versão mexicana (excepcionais aliás, dá pra ouvir algumas delas no vídeo de abertura postado abaixo) que eram tocadas nos momentos tristes ou de descontração, e com o decorrer do sucesso o SBT criou um álbum com músicas em português que foram aos poucos colocadas para tocar na novela durante as cenas, mas sem remover as melodias instrumentais originais, visando o óbvio faturamento com a venda de discos, o disco era encabeçado pela música-tema do grupo Super Feliz, além de ter faixas com o trem da Alegria e outros (algumas dessas faixas foram sucesso nas rádios devido à novela) fora isso, álbuns de figurinhas, brinquedos, lancheiras, linha escolar, tudo se podia encontrar com a marca Carrossel, para alegria do SBT e da Televisa que tinham acordo de parceria para rachar os lucros obtidos, no total foram exibidos na íntegra todos os 375 capítulos originais da versão mexicana, o folhetim ainda seria reprisado mais três vezes em vários horários. Mas a novela tinha mesmo muitos atrativos, além das tramas já comentadas acima dos personagens Jaime Palillo e Cirillo, havia todo tipo de situação que envolvia qualquer um que estivesse na frente do televisor, independente da idade que tivesse ou do que estivesse procurando com seu aparelho ligado, como quando houve o acidente envolvendo a professora Helena, que ficou entre a vida e a morte, as notícias eram desencontradas e os alunos não sabiam se sua amada mestra estava viva ou morta, em seu lugar a diretora Oliva escalou a substituta Suzana, que foi mal recebida pelos alunos no começo, mas que depois conquistou sua simpatia; ou quando Davi decidiu fazer uma sopa com sua tartaruga de estimação para tentar curar o porteiro Firmino de sua doença, muitas foram as mini-tramas dentro da novela, algumas se prolongavam por dezenas de capítulos, como aquela em que os alunos da Escola Mundial ficaram conhecendo por acidente a Clementina, uma menina que morava com duas freiras e cuja casa dividia muro com a escola, e esta vivia confinada e não podia frequentar aulas como uma menina comum, por imposição de suas madres, Daniel e seus amigos passaram então a tentar persuadir a professora Helena e até a Diretora Oliva a tomar atitudes para que as megeras liberassem a garota para frequentar o colégio; os desenlaces envolvendo Maria Joaquina também eram muito interessantes, como na ocasião em que sua mãe ficou doente, e precisou de uma transfusão sanguínea mas seu tipo de sangue era raro, adivinhem quem foi a única pessoa compatível encontrada? a mãe de Cirillo, seu desafeto negro da escola, houve também uma ocasião em que ela foi sequestrada por dois indivíduos inescrupulosos e após longa busca ela viria a ser encontrada pela "Patrulha Salvadora", formada pelos seus colegas que então chamaram a polícia; quando Carmem teve de ser operada às pressas de apendicite pelo pai da Maria Joaquina, Miguel Villasenhor - que era médico -, algumas vezes uma situação simples como o dilema de Cirillo que não tinha sapatos novos para usar no dia em que o patrono da Escola Mundial, o Sr. Morales, vinha visitar a sala de aula, ganhavam longo destaque por vários capítulos até seu desfecho, o que prendia ainda mais os fãs para acompanharem o capítulo do dia seguinte e o de depois (nisso vocês hão de concordar que os mexicanos são bons, não foi à toa que surgiu o termo "dramalhão mexicano"), enfim, Carrossel era uma atração infantil do horário nobre que agradou milhões de espectadores de todas as idades, tendo como armas a inocência, a simplicidade, a rotina e a amizade, curiosamente e justamente o que não se vê mais em nossa televisão nos dias de hoje.

Abaixo vídeo com a abertura:

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Quem sou eu

São Paulo, SP, Brazil
Cresceu em São Paulo, teve a infância nos anos 80, admirador dos filmes, seriados, desenhos, músicas e games que se vivia naquela época, a última década da qualidade, e da inocência! Contato: kamenin.oruha@gmail.com